Adeus ano velho…

     Sei que pra algumas pessoas nao foi um bom ano, mas termino 2013 cheia de satisfação e espero um ano novo ainda melhor. Porque EU estou mudando, crescendo e amadurecendo. Azeduminhos de rede social à parte porque ninguém é de ferro e a falta de conteúdo das pessoas é algo que sempre vai me irritar, foi um ano de (re)descobertas e auto analise muito interessante.  

     Nao me lembro de ter olhado tanto pra dentro como nos últimos meses. E é justamente por eu estar investindo tanto no meu crescimento pessoal que nao me culpo nem um pouco por as vezes ser intolerante demais. Conviver com quem escolhe se enganar por medo de andar pra frente e evoluir é complicado e me exige um esforço que nem sempre estou disposta a desprender pelos outros. Ando preferindo gastar minha energia comigo mesma ou pelo menos com quem percebo que anda flertando com os mesmos caminhos e possibilidades que eu. A vida flui melhor quando aprendemos a abrir mao de pessoas que nao nos trazem o bem, por mais que saibamos que elas gostem de nós. Porque gostar nao as livra do erro.

     Entao, peco que o ano que chega continue iluminando as minhas buscas e restringindo o meu circulo de AMIGOS. Porque nesse caso, menos é mais, e é um “pouco” que me faz mais rica dos valores que prezo.

Conserte (se).

broken-heart

Nossos avós, pais e mães cresceram numa época em que tinham poucas desilusões amorosas. Porque a maioria deles casava e era ”feliz para sempre”. Não sei onde li, mas amei: num tempo quando o que estragava, a gente consertava, e não jogava fora – o que vale pra relacionamento também né?

Então era de se esperar que fôssemos menos burros. Porque nossa geração começa a desiludir cedo. E é uma sucessão incansável de desapontamento, (auto) enganação e decepção com o outro, quando deveria ser com nós mesmos. Já perdi a conta de quantas vezes me apaixonei enlouquecidamente, quis ”morrer” e achei que nunca mais fosse gostar de novo. E de novo, e de novo… E no entanto, seguimos repetindo todo mundo e tudo aquilo que já deu errado. E jogando a culpa em tudo menos no próprio umbigo.

Verdade que com o passar dos anos, a intensidade desse gostar diminui, e a gente nem quer mais ”morrer” quando um amor acaba ou nos abandona. Não sinto mais vontade nem de chorar. Não por isso… É mais um suspiro de ”Que pena… Gostaria que tivesse dado certo”. E volto a falar: se não deu, paciência. Aprenda, tente não repetir, olhe pra dentro. Saiba identificar as responsabilidades de ambas as partes e da próxima vez use isso a seu favor…

Em algum momento, esquecemos do valor que temos. Paramos de acreditar no tanto que somos incríveis e grandiosas. Nos perdemos na repetição que a vida traz, aceitamos essa mesma repetição como se ela fosse o normal, e paramos de buscar o novo.
Nos deixamos tanto envolver com pessoas menores que começamos a achar que o nosso tamanho é determinado pelos outros, e não pelo que achamos certo. A carência as vezes chega num tal ponto, que nos contentamos em sermos escolhidas, quando o nosso papel seria escolher.

Ban(di)dagem…

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Não vou nem entrar no mérito dos caras comprometidos que ficam rendendo banho Maria via inbox ou whatsapp com as mina. Hoje eu vou reclamar de uma outra coisa. Tenho ficado meio chocada com a quantidade de caras que tentam levar os chats pro lado da putaria. Mas o que me assusta mais, muito mais, é pensar que se eles tentam é porque deve ter muita ‘’menina’’ por aí cedendo fácil. Gente, que isso?

A que papeis as mulheres estão se prestando? E com que finalidade? Porque ok, eu entendo e sinceramente, apoio e incentivo uma conversinha safada, SE você já tem algum lance legal em desenvolvimento com o cara. Mas essa parte de trocar foto ou mensagem pornográfica com gente que você nunca sentiu na pele pra ver se dá liga, ou ao menos tem algum encontro de verdade marcado pra resolver a pendência… É pra que??

De duas uma, e as duas possibilidades que consigo pensar me deixam mais desanimada ainda. Ou é pra reafirmar uma auto estima inexistente e da maneira mais errada do mundo) ou é pra tentar fisgar algum alvo em potencial apelando pro lado sexual/virtual da coisa. Como se sair extremamente mal e pouco vestida não estivesse bastando.

Nostalgia is Denial

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Muito bom perceber que o tempo andou e que você evoluiu com ele… Sempre me considerei uma nostálgica de alma e coração. Sempre lembrando do passado e me lamentando pelas coisas e pessoas que ficaram para trás… Até que 2012 chegou e me jogou na cara, finalmente, a minha maturidade. Eu não tenho mais saudade de passado nenhum. Pelo contrario, consigo hoje perceber a importância e função de tudo o que aconteceu nele, mas não sinto aquela vontade de reviver nada e quase ninguém.

Foi difícil, mas me libertei da mania de querer adiar meu processo de crescimento. Não enxergo em mim a menina que tanto insisti em ver. Não quero pra mim toda aquele série de repetições que não te deixam mudar e crescer. Agora me percebo mulher e quero viver tudo que essa percepção puder me trazer. Ano passado eu pus margem no rio que a minha vida toda correu largo e solto esparramado por aí. Pois bem, esse ano eu tomo as rédeas de uma carruagem que sempre foi na direção que os cavalos queriam. Agora quem manda no caminho sou eu!

Num filme do Woody Allen tem uma citação que mexeu muito comigo quando vi: ‘’nostalgia is denial of the painfull present’’. Só que o meu presente não dói mais. Eu gosto do meu ‘hoje’. Gosto de quem vejo quando olho pra dentro, mesmo que eu não esteja completa ainda. Sei que tem muita coisa pra acontecer, pra eu aprender, ser e viver. Mas gosto de mim agora. Gosto de quem faz parte da minha vida mesmo que o circulo se feche cada vez mais a cada ano que passa. Quem tem que ficar, fica!
E sei que as minhas feridas não estão totalmente cicatrizadas, mas fecham mais rápido quando você resolve parar de tirar casquinha né?

Caixa Postal…

Tenho que comprar um toca disco logo.
Começar uma coleção de vinis.
Assistir menos televisão e conseguir terminar de ler meus livros.
Escrever mais textos. Fazer um diário…
Ouvir menos porcaria e ver coisas menos repetitivas.
Continuar bebendo vinhos  e esquecendo que a vodca existe.
Comprar mais chás e cafés.
Voltar a assar bolos.

Quero parar de cutucar as feridas emocionais
e finalmente deixa-las cicatrizarem.
Esquecer  quem fez doer pra esperar quem fará sorrir.
Preciso amar mais e reclamar menos.
Passar mais tempo, com menos gente.
E fazer mais tatuagens…
Desligar o celular algumas horas por dia como fiz hoje.
E escrever o rascunho mais vezes à mão.

Preciso de mais cadernos e menos wi-fi!