Camarim

Ok  gente, 2009 acabou. Aliás, passou zunindo como nenhum outro ano né? Impressionante a velocidade… Já estou quase há um ano solteira. Parece que foi ontem. Talvez por eu ter demorado a me desvencilhar realmente. Mas isso não vem ao caso. O foco desse texto é outro  amor , mas não de relacionamento: Camarim!!!

Preciso deixar imortalizado em algum lugar, e pra isso resolvi fazer esse blog, o que eu sinto sobre o que aconteceu na minha vida por causa dessa festa. Sinto como se toda a minha vida noturna, fosse uma espécie de preparação para o que vivo agora. Todos os 14 anos, saindo para todos os tipos de lugares, convivendo com todo tipo de gente, todo tipo de realidade, e principalmente, ouvindo todo tipo de música, foram para mim uma espécie de faculdade prolongada…

Conheci e me tornei conhecida por muita gente, até hoje acho difícil de lidar com a exposição. Ser uma pessoa pública, mas ao mesmo tempo me sentir prisioneira de uma imagem totalmente nada a ver com quem eu sou de verdade. Mas como eu costumo dizer: a quem me interessa, eu mostro muito bem a minha verdade. O resto pode fazer bom uso do pré-conceito. Mas enfim…

Nesse tempo todo, vivi pulando de funções em vários tipos de eventos, casas, festas. Em cada um deles, aprendi lições importantíssimas, pra bem ou pra mal. Tive companheiros maravilhosos nessa jornada. Fiz amizades incríveis. Na verdade, quase todos os amigos que eu consigo manter contato hoje em dia, são desse universo. É muito complicado viver e amar esse mundo e conseguir levar as amizades ‘’normais’’ pra frente. Não falo isso de uma forma negativa, por favor entendam. Mas  as amigas não saem tanto, ou já estão casadinhas, com filho… É uma realidade diferente, mas não quer dizer que todas não morem ainda e pra sempre no meu coração.

Mas nunca uma dessas paixões ( Escape, Hype,Mundo Mix, Joy, Deputa, naSala, MP5, Roxy, Major, etc…) conseguiu  trazer reconhecimento, satisfação e remuneração juntos, como a Camarim fez. E por isso, serei eternamente grata aos meus sócios/parceiros: Alemão, Paulinho, Felipinho e Lucas.

Sei muito bem o valor que tenho no projeto, não estou diminuindo meus méritos, mas se não fossem os meninos, eu seria apenas uma ‘Dj’ contratada ao invés de sócia da festa. E isso me traz uma satisfação tão grande de fazer parte, que reflete cada vez mais forte na maneira de fazer a pista bombar. AMO ver a gritaria do povo, hihihi… E mais ainda a repercussão depois de cada festa. Adoro abrir os e-mails, sms’s, posts do facebook com elogios dos freqüentadores… E a gente faz a festa com o maior carinho e dedicação é pra isso mesmo.

Então, 2009 passou, cheio de firulinhas emocionais, mas vai ficar marcado pra mim como o ano da virada, na minha vida. Foi o ano em que conquistei minha independência de vez, em que aprendi a me dar mais valor, que me descobri mais personagem do que eu imaginava, rs… E que me fez sentir realmente feliz e realizada fazendo o que eu sempre gostei, sem questionar se isso é o certo. E que venha 2010, com essa vibe do I Gotta a Feeling com balões caindo e tiros de riso explodindo, enquanto eu saúdo todos e cada um de vocês por ajudar isso a se tornar possível!!! Amém…

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R-e-s-p-e-i-t-o!!!

*Mais um texto recuperado do ano passado. Vou postar pois a indignação continua crescente. Subi um degrauzinho esse ano e agora eu trabalho dentro, e não na porta, mas o respeito e admiração pelos eternos companheiros, que ralam muuuito pra gente se divertir na night é eterno!! Eles merecem:

Ontem trabalhei em uma festa maravilhosa, no Far East: Buddha Bar. Da Tati Gontijo… Festa linda, lugar maravilhoso, música mais maravilhosa ainda… Pena que eu estava à trabalho e não pude aproveitar direito o incrível set do Ravin. Enfim… As horas iam passando numa boa na portaria. Eu de papo com o Anderson, chefe dos seguranças…

Festa boa sempre tem um problema: muita gente não consegue entrar, ou quer tentar não pagar por isso. Sempre tem uns casos chatos, mas eu tenho muito tempo de experiência, já sei lidar. Só não engulo, e isso nunca vou fazer, as pessoas que não tem bom senso e menos ainda, educação. Imagina-se que por serem eventos direcionados a um público, digamos, de classe A, as pessoas sejam educadas. Mas sempre tem uns mal criados. Não sei se as pessoas realmente não sabem que eu estou TRABALHANDO, e que meu papel é justamente controlar a portaria. Se fossa pra qualquer um com um papinho fiado conseguir , não seria necessário uma hostess.

Ontem fui chamada de biscate e coisa pior ( que não vem ao caso repetir… ) por uma mocinha muito bonitinha, arrumadinha, com seu namoradinho e seus amiguinhos bonitinhos também, vindos de um casamento, bêbados. Sim, gente bonita. Se não fosse um evento esgotado e sem convites disponíveis à venda, eu faria de tudo ao meu alcance para  resolver a entrada deles. Mas isso também não interessa, pois eles queriam era entrar de graça. Não preciso me explicar, do meu trabalho sei eu. Quero é chegar à minha conclusão…

Um amigo recém iniciado na labuta noturna (hahaha) me pergunta como eu dou conta dessa parte. Se isso não me causa uma certa deprê… Respondi: claaaaro que não. Isso é apenas o segundo plano da estória. A figuração. Eu presto atenção é na trama pricipal da novela, o elenco de protagonistas. As pessoas que são legais de verdade, independente de ter ou não grana, de ser ou não ‘’alguém’’.

O que eu tiro como válido das noitadas nas pistas, são as infinitas gargalhadas com o Xpeto; os comentários SEMPRE incríveis feitos sobre qualquer assunto pelo Ziller. Gosto é de ver as Giacóias subindo na caixa de som pra dançar Cindy Lauper quando eu toco, o Haroldo pedindo pra rolar o David Bowie… Vale mesmo, é chegar em qualquer evento noturno da cidade e ser muito bem recebida por quem o faz ou presta serviço. Pra mim, o que conta ponto são os ricos de verdade ( e me refiro à ‘berçonalidade’,  finesse que vem de berço independente da grana que você tem ). Os fulaninhos amigos do dono, que parecem sentir prazer em fazer a minha amada Meire chorar ( e desse indivíduo eu não esqueço nunca… ) só me causam repulsa, mas deprê, jamais!!!

Bacana mesmo é ver as pessoas como eu, que notam os seguranças e funcionários, enxergando ali reais seres humanos, com problemas, qualidades e defeitos, como qualquer outra pessoa. E que não xingam quem está trabalhando apenas porque ouviram um ‘’não’’. NÃO pode !!! Porque afinal de contas, na noite eu sou uma funcionária também, espero o mesmo respeito que tenho com todos os outros. Falta de educação é algo que álcool algum serve de desculpa pra mim. E percebo que isso vem de casa, de como nossas famílias nos ensinam a enxergar e perceber o outro como semelhante, é coisa cada vez mais rara de se ver… Infelizmente.

2 anos sem Café Tina

Fim de ano muito calorento! A Savassi ferve entre luzes de Natal e adolescentes amontoados pela praça. Ano vai, ano vem, e fica uma impressão de que aquela ‘savassinha’ gostosa vive cada vez mais só na nossa lembrança… Claro que  ainda há lugares deliciosos para um bom prato/papo, mas os tempos são outros. Está perdendo o ar de ”quintal” de casa que tinha.

E não consigo evitar, sinto falta dela: Tina. Café Tina. Penso sempre no almoço gostoso, mexidinho no capricho ou salmãozinho com salada. Uma Bebel Gilberto tocando calma ao fundo, o trânsito infinito passando pela janela da mesa redonda. Foi ali, que tantas vezes sentei pra pensar na vida, conversar com gente interessante, contar as últimas para Tina, sempre falante, curiosa, decidida! Eu adorava servir coca-cola para ela na taça, com gelo e limão.

E Mariana, não tem como não falar de Mariana. Com toda sua beleza de mulherão, acompanhado de um jeito que sempre achei materno, uma graça que é só dela, se esforçando para fazer tudo acontecer direito. Ela e suas saias rodadas, dedos cheios de anéis de borboleta, coque no cabelo (um dos mais belos que conheço, diga-se de passagem!), e aquela metralhada de informações que ela fala, num ritmo que até que eu que sou íntima não consigo acompanhar, tem hora.

Sim, falar do Café Tina dá muita nostalgia. Quase dói. Passar em frente e não ver as velas acesas, as mesas cheias de taças de vinho, ouvir o Man Ray no ar.

Minha vida é feita de ciclos, que agora sei muito bem avistar. E o Café Tina era parte disso, e muito. As temporadas em que trabalhei ali sempre me cercaram de ‘’sorte’’, me atraíram ótimos rumos em diferentes direções. E sempre foram épocas boas, felizes, mesmo com os problemas acontecendo. Foi no escritório que tive uma das conversas mais importantes da minha vida, com Mari e saudosa Fernanda! Entre garrafinhas de mini Chandon e conselhos de boas e valiosas amigas.

A Tina , assim como Marent já fez um dia, pontuou sem saber a história de muita gente, que passou por ali. E essas lembranças, impressões, saudades, não há mudança ou reforma alguma capaz de tirá-las de  nós. Aquela casa, para mim, vai ser azul para sempre. E pela janela, sentada à mesa 8, cercada por personalidades e intelectos mineiros e mundiais, a Tina será eterna, entretendo como só ela sabe fazer…

Junto ou separado?

Observando os meus relacionamentos passados e os das minhas amigas e amigos, só chego a uma conclusão: ficar sozinho é o que há, na maioria dos casos analisados! Acho a maioria das pessoas muito mais bacanas quando estão sem o par. Não é à toa que mesmo quando somos amigos de um casal, preferimos encontrar com um ou outro. Pelo menos do meu ponto de vista. Não que eu esteja defendendo os ‘’perdidos’’ no namorado (a). Quando o casal tem um dialogo aberto e um relacionamento seguro, pode-se sim, sair sem ser junto. Nada mais natural. Mas a maioria não confia ou não gosta, e essa acaba sendo uma tentativa frustrada.

Acho muito interessante concluir , com o passar dos anos e das experiências, a complexidade que é gostar, estar junto, relacionar, se envolver. Quando a gente é mais nova, dá muito palpite no namoro/rolo/casamento  alheio, se sente capaz de julgar o caráter dos outros, analisar se o casal tem futuro ou não. Bobagem! Cada caso é um caso. Errar é humano e normal, e todo mundo erra, por mais bacana ou maduro que seja. E a dinâmica que funciona, só as partes envolvidas mesmo podem saber. A gente de fora, não tem ciência do todo que cada relacionamento é, e muito menos de quem cada um deles é com seu parceiro…

As Fases…

Tudo na vida é fase. Elas existem e nos consomem…

Não adianta achar que se é inacessível. Pra pessoa certa, o acesso é ate demais. Mas são vários fatores. Só gostar não dá…

Penso que isso é do ser humano. Essa insatisfação constante, mania de reclamar. Quando faz calor, a galera posta que está derretendo. Se chove, todo munda grita São Pedro. E assim vamos… Se estamos solteiros, queremos arrego. Se namoramos, a liberdade. Não é fácil.

Ainda mais hoje em dia. As infinitas possibilidades e variedades de tudo no mundo, nos fazem achar que isso vale pra relacionamentos também. Queremos tudo personalizado, do jeitinho que apetece nosso gosto. Isso não existe. Feliz ou infelizmente, precisamos de um outro pra termos prazer, seja ele físico ou emocional. E cada um pensa de um jeito, gosta de um jeito. É um exercício eterno de adaptação.

Mas quem disse que estamos dispostos a exercer esse exercício? É mais fácil se isolar. Criar um muro entre os mundos de cada um, do que fazer eles coabitarem no mesmo espaço. Preguiça.

Até de mim mesma… Hahaha

Tudo o que me irrita profundamente!!!

50tons

(não necessariamente nessa ordem…)

ºGente que lê e gosta de 50 tons de cinza

ºSaga Crepúsculo

ºGente que acredita no namoro da Kristen com o Robert

ºKRISTEN STEWART

ºGente sóbria quando eu estou bêbada

ºGente bêbada quando eu estou sóbria

ºPiriguete que não sente frio

ºMuderno que não sente calor

ºNão existir meio saquinho de pão de forma e nem meio litro de leite pra vender

ºSentar pra (tentar) conversar com quem não larga do celular

ºGente que desativa o facebook 3 vezes por mês

°Os homens não abrirem a porta do carro

°Gente que pergunta meu nome!

°Gente que não entende Seinfeld

ºA Lady Gaga de maiô!!!

°Quem escova dente em banheiro de Shopping

°Pedido que vem errado quando você está faminto

°Galera que posta foto do que está comendo no Facebook

°Post de fanático por futebol em dia de jogo

°Gente que acha que eu sou disk informação da night

°Conversa fiada no chat ou whatsapp

°Quem eu vejo cada vez ficando com alguém diferente

°A Cláudia Leitte tentando ser muderna.

°Boatos terem mais importância que os fatos

°Mulher que dá pra qualquer um

°Homem que come qualquer uma

°Gente que rende relacionamentos falidos

°Hippie que me oferece brinco de pena

°Fumante que nunca compra cigarro

°Gente que pega a bebida da minha mão sem pedir

°Quem me levanta na hora de cumprimentar

°Quem paga conta e pede pra tirar os 10%

°Clipe americano que tenha picanha semi-nua rebolando

°Lixo no chão de qualquer lugar

°Povo que fica pedindo música pro Dj

°Dj que não toca a música que eu peço

°Quem assassina a língua portuguesa

°Gente que acha que abadá é roupa

°Se eu não atendo, pare de ligar!!!!

°Quem atravessa a rua correndo e sorrindo

°Toalha que não enxuga!!!

°Buzina de carro à toa

°Gente que fala muito alto

°Gente que fala muito baixo

°Ninfeta vestida de mulher fatal

°Coroa vestida de mocinha

°Música preferida do Cd arranhada

°Gente que repete a pergunta várias vezes

°Hashtags cretinas

°E-mail de anjinho, bichinho, por do sol e o caralho à quatro

°Discutir política nacional

°Não ter esperanças no país

°O Bush ainda estar vivo

°Fila pra qualquer coisa

°Gente que AMA McDonald’s

°Gente chata

°Gente burra

°Gente!!

°Incompetência

°Religiosos radicais

°Igreja Universal do Reino de Deus

°O figurino da Glória Maria

°Rico que não faz caridade

°Filme dublado

°Novelas

°Ficar com perfume dos outros depois de abraçar

°Gente que conversa no Cinema

°A Paris Hilton ter fãs

°Lugar que não vende Coca –Cola

°Telefonema de telemarketing

°Ter que bater papo com a manicure

°Comer de luz apagada

°Quadro torto na parede

°Amigos que mudam pra fora

°Continuar em Bh

°Gente que conversa pegando

°Bagunça e sujeira

°Dar “tchau” pra alguém e a pessoa não ver

°Acordar de ressaca

°Quem não sabe beber

°Os super-heróis não serem de verdade

°Flanelinha que estipula valor

°Nossa, a Regina Duarte existir!!!!

°E ter tido a Gabriela…

°A bateria do celular acabar

°Carro que fura o sinal

°Não saber trocar  um pneu

°Combinar e não conseguir cumprir

°Perder qualquer coisa que eu goste

°Barulho de reforma no prédio

°Mulher que joga o filho fora!

°Preconceito

°Não saber a resposta de alguma coisa

°Já querer ter sido Paquita

° Natal

°Quem reclama da violência, mas trafica ou é usuário

°Motocross e skate fazerem mais sucesso que BMX!!

°Povo que derruba bebida nos meus Cds…

°Quem tenta bater papo na hora que eu to tocando

°Evento que pede nota fiscal

ºGente que pechincha qualquer coisa

ºBurocracia

ºA Etna que não entrega as coisas na data marcada

ºVisita que não sabe a hora de ir embora

ºDormir de conchinha

ºMulher que marca gadinho

ºDRI (discutir relação inexistente)

ºGente que não sabe usar o Facebook

ºJornalista que não sabe escrever

ºEsperar 6 meses todo ano pra ver temporada nova de série

°FALAR NO TELEFONE!!!

PROCURA

 

Ando numa fase inacessível. Não saio à caça e muito menos quero ser caçada. A mercadoria aqui é muito valiosa para qualquer um ‘’levar’’. Essa parte da solteirice, de sair ficando por aí não me apetece em 98% das vezes. Claro, que toda regra tem sua exceção e às vezes a vida manda umas surpresas boas por ái…

Estou na casa dos 30, já passei por muitas fases… Entre elas, a de achar que mulher pode ser/agir que nem os homens. Não pode. Nem deve. Já fui muito de tomar  iniciativas, mas com o auto-conhecimento que a idade e as experiências trouxeram, aprendi que é muito mais gostoso ser seduzida, conquistada, agradada, do que agir como predadora.

Não quero o cara mais gato, mais gostoso, mais cobiçado ou mais rico de todos. Mesmo porque eu não sou nenhuma dessas alternativas. E nenhuma delas conta ponto no meu critério. E também não faço questão de rótulos. Acho que eles, na maioria das vezes, tiram é a graça da brincadeira. Eu, particularmente, me prefiro mil vezes solteira do que compromissada. Me interesso mais pelo mundo à minha volta, até por mim mesma…

Mas sou mulher. Preciso trabalhar esse lado sentimental que acha estranho um cara não fazer questão de me ter só pra ele, quando rola sentimento. Porque eu faço, quando gosto. Não quero dividir com o mundo os tesouros que descubro.

Hoje em dia, as metades da laranja que não estragaram ainda, são tão raras, que quando eu acho uma já vou logo querendo fazer suco. Mas sei que é difícil… A busca pelo “amor da nossa vida’’ é enorme, e parece infinda. Mas como já disse Glória Maria (e essa citação achei per-fei-taaaa): o mais gostoso é a procura… E viva o equilibrismo de pratinhos!! Hahaha

Sininho (out/09)