2 anos sem Café Tina

Fim de ano muito calorento! A Savassi ferve entre luzes de Natal e adolescentes amontoados pela praça. Ano vai, ano vem, e fica uma impressão de que aquela ‘savassinha’ gostosa vive cada vez mais só na nossa lembrança… Claro que  ainda há lugares deliciosos para um bom prato/papo, mas os tempos são outros. Está perdendo o ar de ”quintal” de casa que tinha.

E não consigo evitar, sinto falta dela: Tina. Café Tina. Penso sempre no almoço gostoso, mexidinho no capricho ou salmãozinho com salada. Uma Bebel Gilberto tocando calma ao fundo, o trânsito infinito passando pela janela da mesa redonda. Foi ali, que tantas vezes sentei pra pensar na vida, conversar com gente interessante, contar as últimas para Tina, sempre falante, curiosa, decidida! Eu adorava servir coca-cola para ela na taça, com gelo e limão.

E Mariana, não tem como não falar de Mariana. Com toda sua beleza de mulherão, acompanhado de um jeito que sempre achei materno, uma graça que é só dela, se esforçando para fazer tudo acontecer direito. Ela e suas saias rodadas, dedos cheios de anéis de borboleta, coque no cabelo (um dos mais belos que conheço, diga-se de passagem!), e aquela metralhada de informações que ela fala, num ritmo que até que eu que sou íntima não consigo acompanhar, tem hora.

Sim, falar do Café Tina dá muita nostalgia. Quase dói. Passar em frente e não ver as velas acesas, as mesas cheias de taças de vinho, ouvir o Man Ray no ar.

Minha vida é feita de ciclos, que agora sei muito bem avistar. E o Café Tina era parte disso, e muito. As temporadas em que trabalhei ali sempre me cercaram de ‘’sorte’’, me atraíram ótimos rumos em diferentes direções. E sempre foram épocas boas, felizes, mesmo com os problemas acontecendo. Foi no escritório que tive uma das conversas mais importantes da minha vida, com Mari e saudosa Fernanda! Entre garrafinhas de mini Chandon e conselhos de boas e valiosas amigas.

A Tina , assim como Marent já fez um dia, pontuou sem saber a história de muita gente, que passou por ali. E essas lembranças, impressões, saudades, não há mudança ou reforma alguma capaz de tirá-las de  nós. Aquela casa, para mim, vai ser azul para sempre. E pela janela, sentada à mesa 8, cercada por personalidades e intelectos mineiros e mundiais, a Tina será eterna, entretendo como só ela sabe fazer…

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Uma resposta para “2 anos sem Café Tina

  1. Minha querida,
    Vc escreveu no dia do meu aniversário, 17/12,e eu li hoje, no dia que está fazendo 2 anos que eu me mudei para a pousada. Choro sempre quando eu leio seu texto, mas não é de tristeza e sim de saber o quanto foi importante o nosso café, que vc tb como alguns colaboradores fizeram dele o lugar mais interessante que eu conheci, o mais bem frenquentado e animado, fico muito feliz e orgulhosa de saber que para pessoas como vc, o café foi tão importante. Me colocar junto do Marent como referência tb é muito forte, pois ele é minha ref de Savassi. Amo a Savassi e fiz com prazer, tudo. Amo a minha história e sinto que muita coisa ainda vai acontecer de forte na minha vida e quem sabe estaremos no mesmo projeto. Estou muito bem aqui no ES, descansando, cuidando da saúde, não que eu esteja doente rsrs, mas para não ficar. Amo vc , beijos.

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