Carapuças e janelas…

Ando sofrendo de um certo bloqueio criativo. Mentira, acabo de perceber. Não é bloqueio, talvez seja excesso… Ando pensando muito, e mais, sobre tantas coisas, que na hora de passar pro ‘papel’ não acho o foco. Muitas coisas tem me encantado, e me decepcionado, mas claro, que eu penso que se é para expor, que seja algo que mereça mais atenção. Penso que é melhor falar do que eu considero errado ou algo que, com a discussão criada, tenha chance de melhora.

Em Belo Horizonte isso não é nada fácil: falar do que a gente não gosta/concorda. Aqui as carapuças servem muito mais do que a gente enxerga, a gente escreve pensando em um caso, e outros 17 que você nem tinha conhecimento se manifestam de alguma forma. Meio que esse pensamento de interior mesmo, as pessoas não largam essa mania de ‘ficar na janela’ acompanhando a vida alheia, vendo o mundo passar. Para quem pode ou quer se esconder disso, existe a reclusão. Mas e para quem não o faz?

Tenho sentido na pele o que é ser uma figura pública, e agora, mais do que nunca. Mas confesso que por mais descoladinha que eu pensasse que fosse, descobri que ainda estou crua. É muito legal ter mais de 2mil ‘amigos’ no Facebook, ser abordada na rua por gente que acompanha meu trabalho (sim, É um trabalho, mas isso eu quero discutir em outro texto, depois…),  ouvir dos amigos os casos que contam de gente que eu nem conheço me elogiando, ou parabenizando por algum motivo. Mas isso vai dando uma certa inflada de ego, claro, incentivando a segurança na hora de postar minhas reflexões, e nem sempre eu consigo atingir meu objetivo quando posto. Mas mais porque as pessoas não tem sabido interpretar… Ou sabem, mas preferem levar pro lado negativo…

Por mais que eu confie nos meus critérios e conclusões, estou resolvendo, meio que contrariada, a guardar pra mim a maioria dos pensamentos, já que na minha cidade tudo é levado pro lado pessoal. Vou ter que aprender a separar a Juranda, que poderia reclamar de tudo, da Sininho, que precisa se policiar. Abraçar mais uma vez, a consequência dessa personagem que eu vivo… E com esse textinho que pra mim, não passa de um desabafo bobo, aposto que surgirão 53 casos de gente achando que foi uma texto direcionado a tal dia, a tal historinha… Mas acreditem se quiserem: essa crítica de hoje, serve para TODAS as historias da minha vida.

Já tenho sentido vontade de migrar pro Twitter mesmo, como fez meu Oráculo, e largar essa feira de vaidades que o Facebook virou… A minha, inclusive!! Rs… Mas ainda não desenvolvi total simpatia por um micro blog onde a graça maior é postar toda e qualquer bobagem cotidiana. Prefiro a polêmica do Faceb, por mais irritante que seja, às vezes!

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