Eu AMO BH radicalmente. É o belo-horizontino que me mata…

Me intriga essa mentalidade de belo-horizontino. Falo dos daqui pois são meu ponto de referencia, de onde tenho experiências reais pra citar. Não sei como é em Sampa ou no Rio, ou qualquer outro lugar. Talvez seja assim também, vai saber…

Mineiro tem essa mania de ‘janela’, já falei sobre aqui no blog. Gostam de observar a vida alheia pra sair fofocando e/ou julgando as pessoas, invés de olharem pro próprio umbigo e se disporem a trabalhar suas falhas. A mina dá de primeira também, mas finge de chocada quando sabe de outra que deu, e fala: ‘’nossa, você viu que vagabunda?’’. Ahãn Cláudia, senta lá…

Vejo a cultura da inveja ruim também. Quem costuma papear comigo está cansado de ouvir disso. As pessoas aqui olham um cara com um carrão,  uma gata, um bom emprego ou seja lá o que for que desperte a cobiça, e desejam que a pessoa não o tivesse, invés de reconhecer que as vezes a pessoa tem por mérito, ou correr atrás de uma maneira de conseguir também. É mais fácil gastar energia contra os outros do que a favor de si mesmo. Que pena!

Aqui também, noto uma tendência ao boicote alheio, seja ele profissional ou pessoal. Queimar o filme em Belo Horizonte é algo praticamente instantâneo, SE e quando a pessoa comete algum deslize. Já fazer, é um longo processo. Como se obter sucesso fosse obra do acaso e da sorte, e jamais de esforço e merecimento. Complicado demais não se sentir frustrado morando aqui.

Amo a minha cidade, a minha terra. As montanhas de Minas não se comparam à praia do Rio ou às baladas de São Paulo. Acho muito mais gostoso ouvir um Marcus Vianna do que a Fernanda Abreu, por exemplo. Sair para passear é muito bom, mas voltar não tem preço. Não gosto quando ouço alguém difamando o berço, mas é tão de praxe que a gente se acostuma, é como o Congresso Nacional e sua roubalheira eterna. Mineiro é mais conformado que o brasileiro… Enfim…

Esse texto de hoje não tem um propósito. É um desabafo sobre algo que vem me incomodando muito, principalmente nos últimos anos. Trabalho com noite desde os 17 mas só de 1 ano pra cá obtive o retorno financeiro devido, e vejo algumas pessoas achando por aí que eu tiro onda com isso só porque tenho orgulho de contar. Ou falando pelas costas como se eu tivesse estourado rápido demais sem nunca ter me esforçado para isso. Mas não tenho que me explicar aqui não, quem me conhece (SEM sentir inveja) sabe de tudo que estou falando. Quem não o faz ou não se dispõe a, só está perdendo um boa oportunidade de pelo menos, dar boas gargalhadas.

Concluindo, vou reafirmar o óbvio: as pessoas seriam mais felizes se parassem de reclamar do que o outro tem a mais, e aproveitassem o que elas tem na mão. Experimentassem um pouco da inveja boa, que é aquela que te faz querer ter algo TAMBÉM, e não que o outro não tenha. Chamem de falta de ambição ou de pensar pequeno, mas te garanto que sou mais satisfeita comigo mesma e com a minha vida do que muita gente por aí… Chorameliga!!!

:: Madiba ::

Nelson Mandela é uma dessas coisas/pessoas que eu cresci ouvindo falar, mas nunca me preocupei em saber mais aprofundadamente. Que pena!!! Esse final de semana peguei Invictus para assistir e digo sem sombra de dúvida que descobri um ídolo. É muito bom, indico para quem gosta de filme que faz pensar.

Numa dos diálogos, um de seus seguranças pessoais fala para outro: para Madiba, ninguém é invisível. Não poderia achar uma frase melhor para descrever como eu acho que as pessoas deveriam agir. Mas vivemos num mundo cada vez mais egoísta e aprendemos a olhar cada vez mais pro próprio umbigo ao invés de em volta.

Ontem, no meio da balada, me afastei de lugar para que a faxineira que limpava o chão pudesse passar. Ela me olhou surpresa, eu sorri. Agradeceu e passou. Fiquei de longe a observando, e as vezes faço isso mesmo. Imagino que quase ninguém deve fazer contato visual com ela, que dirá sorrir. Naquele momento, me lembrei do filme. Deve estar acostumada a ser invisível (no trabalho)… E isso é algo que sempre notei pela  noite: a maioria do público não liga pra quem está ali servindo. A não ser que precise de algum deles, não se preocupa em ser cordial. Eu fico satisfeita comigo mesma por ter essa sensibilidade, mas acho errado. Isso deveria ser o normal, o comum. E não algo que eu use para me sentir ‘’melhor’’ que algumas pessoas… Mas…

Enfim, usei o exemplo de ontem para ficar mais claro mesmo, o que quero falar hoje. Vivemos tempos de imbecilidade, me perdoem a falta de esperança. A geração seguinte está vindo aí sem ter muita noção de boas maneiras, educação ou mesmo preocupação em aprender sobre. Criados mais pela mídia do que pelas próprias famílias, estão crescendo na cultura do EU tenho, EU quero. A maior parte das minhas frustrações é fruto deles. Se as pessoas batem papo no cinema, furam fila sem hesitar, destratam alguém que lhes presta algum serviço e por aí vai essa lista que se eu fizer aqui ocupa parágrafos. O twitter está para exemplificar também: todos querendo ser celebridades de seus próprios mundos, vomitando essa diarréia de informação desnecessária e sem querer saber muito do que o outro fala, a não ser que seja alguém famoso. E as Paris Hilton e Kardashians da vida viram ícones de não sei o que…

E o Mandela? Pergunta pra ver se eles sabem quem é…

Cadê o jeans??

Eu sei que não adianta tentar filosofar muito sobre Sex and the City, até mesmo porque estou cada vez mais decepcionada com, mas é incontrolável a vontade de escrever sobre após ter visto a sequência do filme. Não sei se pelo tempo ter passado e eu obviamente ter amadurecido, hoje acho tanto a série quanto os filmes uma grande bobagem, assim como as coisas que a Carrie pensa/faz. E o que antes ainda valia à pena ver (o guarda roupas delas) dessa vez estava simplesmente patético, digno das gargalhadas que presenciei no cinema. No mundo de Patricia Field não existe calça jeans?

Não sei quanto a vocês, mas ser mulher madura, na minha concepção, não é aquilo ali não…

Bolo

Bom ver o tempo passar e a maturIDADE chegar. Doer já não angustia e nem assusta. Porque deixa de ser novidade.  A gente vai aprendendo que consegue levantar das quedas, então elas não nos preocupam tanto…

Li não me lembro onde, que homens entendem o que é amar, e as mulheres, sabem o que é o amor. Fui ‘desenhar’ pra uma amiga dia desses, respondi: os homens sabem o que é um bolo. Nós mulheres, sabemos do que é necessário pr’aquele bolo ficar pronto. A receita, os ingredientes, qual fôrma usar, quanto tempo no forno, depois esperar esfriar pra finalmente fazer a cobertura… Nós entendemos realmente o processo, e é difícil explicar. Claro que para ambos os sexos há exceções, conheço caras que tem uma noção maior e melhor que a minha, mas no geral é isso…

O tempo de discutir o por quê do bolo não estar pronto, mas sem o outro querer botar a mão na massa pra ajudar passou. Agora é começar a fazer um outro, de novo, com alguém que se interesse mais pelo esforço real que isso exige… Nem que esse alguém acabe sendo eu mesma…