Deu Pânico.

Estava tentando assistir à entrevista da Sabrina Sato com o Justin “Biba’’, e confesso: assim como Sex and The City, já vi graça, mas……… O tempo passa e a mente cresce: não dá!!! Parei em 2min do que seriam quase 7 de ‘entrevista’, pois deu muita vergonha alheia. Não agüento mais programas ( e nisso se encaixam tanto os daqui quanto os de lá) que só exploram a idiotice humana, promovem o vergonhoso. Mesmo que ele não tenha entendido a pegada do quadro, pior eu acho é a imagem que insistimos em difundir de que aqui no Brasil só tem picanhas semis (nuas E analfabetas). Sinceramente, amo alguns dos personagens, mas tenho que admitir: depois que descobri o CQC, nunca mais passaram de 2 min as tentativas com o Pânico…

30 anos, 3 neurônios

Como acabei de postar no meu Facebook, ando cansada de ver mulher de 30 anos agindo como adolescente (hoje eu vou tratar das solteiras, mas também tem as comprometidas sem noção). Não é possível que a essa altura da vida não deu pra aprender certos ‘’macetes’’ e lições…

Minha reflexão começou ao ler o texto do Bruno Fernandes (http://deixapraquemsabe.blogspot.com/2009/08/trinta-anos-trinta-e-mails.html), que me serviu como terapia e manual pra tentar consertar várias atitudes erradas que eu andava tendo na época, com o namorado de então. Me vi num monte de situações citadas por ele e ali, percebi como podemos ser ridiculamente repetitivas e insistentes no comportamento infantil e auto destrutivo. Deu vergonha própria E alheia.

Já escrevi aqui no blog sobre cisma de mulher. Mas agora já penso que não é só a cisma que vem reinando, é também a burrice. Homem, já é por natureza, menos maduro, demora mais pra ‘crescer’, tem dificuldade de lidar com sentimento mesmo. Ou por não saber ou por se negar a aprender. Isso não é novidade pra nós. Mas reconheço que eles tem uma característica (e não me atrevo a definir como defeito ou qualidade) que nós mulheres precisamos cada vez mais, saber perceber e copiar: objetividade. Invés de continuarmos na subjetivação eterna à qual nos prendemos. Eles, mesmo que não tenham coragem de falar rasgado, dão a real do que esperam de nós logo no começo. Nós, fingimos não entender, distorcemos o que eles falam para que pareça com aquilo que nós queremos que aconteça. Se o cara fala ‘’não quero me evolver’’, a gente dá um jeito de ouvir um ‘’agora’’ no final… Não há como não terminar em frustração, mas o aviso estava lá, a gente que não quis ler.

E tem o velho caso do falar e agir de formas incongruentes. Mulherada está com mania de achar que seduzir é só oferecer o corpo. E que a promessa de sexo fácil encanta qualquer homem. Minha filha, vou te contar: seduz, e encanta. Até o momento seguinte. Depois da vontade saciada você não passa de um pratinho que vai ser equilibrado esporadicamente… E se entregam: agem como ninfas, dão a ilusão de serem liberais, de não estarem nem aí, não deverem satisfação a ninguém, fingem safadezas que as vezes nem sonhavam existir. Mas é tudo uma fachada calculada na esperança dessa falsa liberdade fisgar o cara. Depois que rola o sexo (que na maioria das vezes passa longe do incrível prometido), começa a chuva de cobranças e as demonstrações de carência. Aí vem o papo de que não são assim com todos, que ‘’você é diferente, com você foi especial’’… Não tem cadeira pra tanta Cláudia, hahahaha… E pior que na maioria das vezes, não há real que arranque a cisma da cabeça delas.

Daí a minha revolta. Ouço desde sempre que homem não presta, que são cafajestes, que não levam nada a sério. E me questiono: levar como? Se estão (quase) todas agindo como putas mas cobrando tratamento de princesa?