Desenterrei na gaveta…

Sou Baixinha mesmo!!

Não tenho peito e não vou colocar silicone!!

Não faço o tipo “gostosa”, e apesar de elogio nunca ter faltado,

meu foco não é esse.

Sou muito mais que um corpo!

Busco muito mais do que isso também.

Nao priorizo a beleza.

Prezo o estilo, o caráter…

E amo comer, de tudo, o tempo todo.

Não quero ser magra e me policiar quanto à isso nunca..

Sou adepta do desapego, dos relacionamentos fáceis, rápidos e indolores

(porque eu acho que gostar, mesmo, dói).

Mas o problema do desapego, e dos relacionamentos indolores, é que eles não tem graça.

Ou se tem, passa rapidinho…

O conteúdo das pessoas é cada vez mais raso, mais fácil de assimilar e mais fácil ainda de fazer o desinteresse surgir.

A gente vai se sentindo calejado, preparado, quase anestesiado.

Mas não adianta, achar que já sei de tudo, que já vi de tudo.

Ou de todos.

Porque as ‘’surpresas’’ eventualmente aparecem.

Já diz aquele velho ditado: “quando a gente acha que já sabe todas as respostas,

vem a vida e muda todas as perguntas”…

Não sei quem falou, mas assino embaixo!!!

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Eu não sou rabugenta!

Eu não sou rabugenta. Só tenho conteúdo e me irrito com essa mediocridade que impera mundo afora. Tá errado um monte de coisa e pouca gente se move pra que haja mudanças.

Claro que também tenho o meu lado fútil, bobinho, que gosta de saber fofoquinha de famoso, morre de rir com Katylene e pára o zapear do controle remoto no TV Fama as vezes, mas no geral, os problemas maiores do mundo me afligem muito e fico triste de ver que muita gente não tá nem aí…

E faço menos, beeeeem menos, do que eu gostaria. Galera morre de rir com alguns posts do facebook, mas é a maneira que achei de pelo menos, usar a ‘popularidade’ pra tentar gerar discussões e fazer refletir. Estou ficando com fama de mal humorada, pois a maioria dos posts são reclamações. Mas quem reclama mostra a inconformidade.

As pessoas estão emburrecendo muito ultimamente. Preocupadas com uma performance que na maioria das vezes nem tem público. Todo mundo quer falar, mas não se preocupam com o quê: aí vira essa verborréia toda…

Cansada de ver adolescente mal educado achando que manda no mundo. De ver gente de 30 anos agindo como moleque pra tudo. De ver profissionais despreparados obterem sucesso. De ver rico enriquecendo e pobre cada vez mais na miséria. De corrupção, de fome, de guerra, de injustiça…

E de, em meio a isso tudo, ficar lendo no Face e/ou Twitter gente que SÓ fala do que está comendo ou só posta frase de auto ajuda pra posar de bem resolvido… O meu buraco é mais em baixo, povo…

‘id’ alheio maldito

Eu aqui, no terceiro ‘virote’ consecutivo da semana, assistindo a minha amada Ally McBeal, e tendo os maravilhosos insights que qualquer seriado dramático é capaz de me proporcionar. Já escrevi a pérola pro blog de hoje, e já penso inquieta na que virá depois dessa. Vamos por partes…

O diálogo marcante do episódio de hoje diz assim: ‘’no centro de um homem, está seu ego. No centro do ego, encontra-se o id. Se uma mulher impede que seu id se sinta bem, o homem condicionará seu id a rejeitá-la.’’ E de repente, de uma forma mais rápida e eficaz do que até a minha brilhante psicóloga foi capaz de fazer, entendi a dinâmica de todos os meus relacionamentos frustrados, principalmente do último. Talvez quem não realmente me conheça, vai ler isso e pensar: alfinetada em ex(s). Mas os HOMENS que o fazem, e mais importante: que partilham do que é transformar as experiências pessoais em textos que não esclarecem só a quem os escreve, vão entender.

Nós, mulheres de personalidade forte, independentes e bem resolvidas, já aprendemos a lidar com o fardo em que se converteu ter tais requisitos: uma certa solidão. Eu pelo menos, afirmo com certeza que mesmo que não me agrade 100% a idéia, já me resignei à real dificuldade que é, hoje (em Bh!!), e ainda por cima vivendo mais a ‘noite’ que o dia, encontrar a tal metade da laranja pra fazer meu copo de suco. Mas a esperança existe, como em todas as outras coisas que eu ainda considero justo investir.

Mas o que tem me incomodado muito mais do que essa dificuldade na procura, é que as laranjas de hoje em dia estão tão absortas em seus próprios egos, que são incapazes de perceber que é seu próprio id nos rejeitando. Insistem em apontar defeitos em nós que só existem na cabeça de quem precisa inventá-los, pra justificar a própria incapacidade de entrega (ao outro) e renúncia (de si mesmo). – ok, esse parágrafo foi alfinetada sim.

Eu não tenho achado nada fácil separar minha vida pessoal das coisas que publico, mas não consigo escrever sem usar como foco e exemplo tudo e todos que vivi, pois são de onde aprendi minhas lições. Difícil não usar meu próprio ego como base pro que quero passar nos textos. É a minha essência, minha causa, minha batalha interna: aprender a lidar com essa rejeição, que infelizmente não parece cessar… id alheio maldito! Hahaha…

Não sei dirigir.

Não sei dirigir. E não planejo aprender, por hora… Aqui em casa nem tem carro. Quando os pais separaram, a caminhonete ficou com ele, e ela, que já não dirigia há anos, continua na vidinha à pé. Então, em casa, eu nunca tive como aprender. Namorado, só um teve a iniciativa e fez questão de tentar ensinar, mas as ‘aulas’ foram poucas. Não me lembro muito bem, foi ha muitos anos atrás…

Mas eu moro praticamente, no coração da Savassi: andando um quarteirão eu consigo resolver a minha vida toda. E os lugares que preciso ir estão a, no máximo, 25 reais de táxi. E sempre na rota de casa dos amigos que dão carona.

Minha vida, é basicamente notívaga. Isso quer dizer, que na maioria das vezes que eu realmente usaria um carro, eu estaria acoolizada. Prefiro o táxi mesmo né? Sem falar na grana que é, manter um carro. Não tenho sobrando e não animo de gastar com isso…

Mas claro, que as vezes dá uma vontade de ter um. Sair dirigindo na madrugada por aí, sem rumo, pensativa com a trilha sonora certa. Toda vez que eu vejo um mini Cooper, suspiro. Mas tá longe da minha realidade, os carros com os quais sonho.

É tipo namoro mesmo sabe?? Enquanto eu pensar que o ideal é impossível, eu vou me enganando e fingindo um desinteresse…

Rio sem Margem

Estou num processo ‘pesado’ de auto conhecimento gerado pela terapia que comecei em Dezembro passado. Fomos parar lá em família, pra acertar uns ponteiros soltos do relacionamento familiar, mas a coisa evoluiu para sessões individuais, e aí então : meu mundo se abriu!

Tenho achado incrível o que um bom direcionamento e auxílio podem fazer por nós independente do momento em que nossas vidas se encontram. E indicado a Drª Ivonete para vários amigos (as) que eu acho que ela seria capaz de ajudar. De fato, se eu pude$$se, pagaria as sessões para alguns deles com o maior prazer! Enfim…

E desde então venho remoendo questões que começam no cunho familiar mesmo, passando pelo emocional e terminando marcantemente no pessoal. Enxergo claramente agora meu padrão de atos, repetição de ‘erros’, aparente dificuldade na mudança de certos hábitos, e as razões da existência de cada um desses. Mas o mais importante: conseguindo alcançar mudanças significativas, se não às vistas de quem está ‘fora’, bastante pra mim, que vejo de ‘dentro’.

Sei exatamente o como e o que preciso fazer nesse momento importante de transição, finalmente, pra vida adulta. Eu estava, conscientemente mas disfarçadamente também, tentando me prender à adolescência, por medo e um pouco de por falta de auto estima também, me privando dos benefícios de responder pela própria vida e de fazer as minhas próprias escolhas.

Mas é chegada a hora de tomar as rédeas desse rio sem margem que tem sido desde que me percebo por gente. Não é fácil, principalmente, pr’àqueles que estão acostumados à reger meu curso, mas desvinculamentos necessários à parte, será o melhor pra MIM, e já passou da hora de eu pensar e agir mais em benefício próprio do que alheio, por mais que goste e/ou respeite cada um de quem tenho que me soltar…

É clichê, mas é uma das verdades que mais prezo na vida: ela é curta. E tem passado cada vez mais rápido. Olha esse ano que ainda parece uma ressaca de réveillon já nos fazendo pensar mais uma vez nas mudanças e promessas do Ano Novo! Tenho 2010 como um ano de preparação. Mais psicológica do que qualquer outra coisa. Pra tudo o que eu ainda não planejei à fundo pro futuro, mas de tudo que eu tenho certeza absoluta que está lá na frente, esperando por mim… Porque, cito o Dedé aqui de novo: O melhor está por vir. E eu agora, tenho a gana de buscar!!