De repente

De repente ter 3 mil e ‘cacetada’ de amigos num facebook não basta, se na hora de sair pra jantar, só posso ligar pra 4 ou 5… De repente, paquerar é mais do que cutucar ou receber uma inbox falando que ‘’se bobear a gt se esbarra na balada hj’’… De repente, viver ao vivo é mais importante do que postar uma foto da gente sorrindo bêbado na pista, quando na verdade, saiu porque não estava se agüentando de frustração e/ou carência em casa…

De repente… Abrir espaço para que as pessoas comentem nos posts, é alimentar um azedume que obviamente não vai passar, sendo que 90% das pessoas que aparecem nos coments, é gente que nem gosta de você ou que na verdade até gosta, mas não te CONHECE…

De repente, me parece sem sentido algum ficar dando notícia sobre o que estou fazendo ou pensando, o tempo todo, atraves de internet… E ir deixando de me relacionar com pessoas realmente queridas no cotidiano… Ir virando uma pseudo nerd mas emburrecer, ao invés de aprender, que é o que nerd faz.

E definitivamente, de repente é hora de deixar o egocentrismo de lado, e parar de buscar o vício da aprovação/exposição da imagem, da maneira errada… Se a gente colhe o que a gente planta, eu sou fazendeira do que?

 

http://www.youtube.com/watch?v=8UouP8cRYZ8

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Eu, eu mesma, e Juranda…

 

Ando numa fase desesperançosa com a vida… No sentido geral mesmo. A vida profissional vai de vento em popa, não tenho coragem de reclamar. Claro que como todo o resto, tem seus prós e contras, mas no balanço geral, me considero abençoada nesse sentido.

O problema tem sido o resto. Quem me vê na ‘rua’, curtindo a vida adoidado, não sabe o que acontece da porta de casa para dentro, de isso, pra mais dentro ainda… Quando a Sininho não está mais atuando, e a Juranda toma conta, é difícil me situar nesse mundo de desgostos.

Sim, eu acho que é ‘desgostante’. Sou capricorniana né? Como gosto de anunciar. No nosso mundo não existe pessimismo, e sim realismo. Considero que já vivi um bocadinho também, pra ter uma noção do que a vida seja mais aperfeiçoada do que a ilusão que criamos na nossa cabeça quando temos 20. Aprendi na marra e no choro que nem tudo acaba acontecendo como planejamos.

Pode parecer muita idiotice eu falar assim, sendo que eu SEI o tanto de gente com vida e problemas muito além do que eu passo/ei, mas é aquela velha frase que eu sempre leio no Facebook/Msn alheio (Rs): cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Realmente, quando vejo situações piores que a minha me sinto uma idiota em reclamar, mas não posso evitar reclamar sim. É a MINHA vida, é o que EU passo.

Li no Twitter outro dia uma ótima frase do Jabor: A gente tem que viver sem saber que há o final feliz. Ter esperança, mas sabendo que ele não existe. Como lidar?

Tenho feito terapia há 1 ano  já, e cada sessão me esclarece tanto sobre as coisas e fatos da minha vida, que a vontade se exauri. As percepções que ando tendo, só fazem essa falta de esperança crescer. Falta de perspectiva… Os problemas aqui de casa, eu já analiso e entendo de uma forma excelente, por mim dá pra mudar tudo ‘rapidinho’. Mas e os outros membros da família que não conseguem nem enxergar, que dirá agir a favor de mudanças positivas? Daí a falta de esperança… Me sinto fadada a mudar de casa, viver minha vida e ‘largar’ isso tudo na mão de quem realmente é responsável. Nessas horas nem acho Maria de Fátima tão vilã, hahaha. Se não fosse pela desonestidade e vontade de subir na vida dando golpe do baú, eu nem xingaria tanto…

No amor (ah, esse amor…) eu não ‘creio’. Assim, sou mulher né? Claro que sonho sim, e isso deve ser pra sempre, que a minha outra metade da laranja exista. Mas é um crer diferente, desanimado, conformado, surrado já… Quem já passou por decepções amorosas sabe bem do que estou falando.

E por fim, a política e esse meu Brasilzão que não toma jeito. Não vou me fingir de engajada: na verdade o que sei de política é mais por informações alheias e da família do que por mérito próprio. Mas não tenho vontade. Sabe quando a gente termina namoro e resolve que não quer ter notícia do infeliz pra não sofrer mais? (Eu sou assim, não suporto quem termina e sai perguntando pra Deus e o mundo se viu, onde, como e com quem…). Tenho receio de aprofundar pra revolta não me consumir. Pois do pouco que sei, já é dificílimo engolir…

E por aí vai. A gente tem que viver o ‘mais ou menos’ porque já sabe que viver o mais não existe (não, pra maioria de nós). Escolher o candidato menos pior, ficar com um carinha não tão legal assim porque ‘é o melhor que tá tendo’… E nisso vou me recolhendo cada vez mais dentro da casca, preferindo não viver ‘nada’ do que viver o mais ou menos imposto por uma sociedade que eu considero ridícula e toda errada. Não sei se é azedume de quem tá tentando desacelerar um ritmo frenético que era padrão há anos, se é idade/chatice, se é fase ou o permanente pra agora… Mas vou descobrir né? Eu, eu mesma e Juranda…

Exterminadora do Passado

Venho através deste comunicar o abandono de todos os sentimentos negativos e desnecessários, no ano que termina. Para 2011, programo me livrar de todo e qualquer incentivo que impeça o alcance das tão sonhadas metas, tais como: inveja, cobiça, preguiça, orgulho, preconceito, ciúmes e teimosia, dentre outros. Alimenta-los só atrapalhou. Agora eu vou é exterminar!