Baile de Máscaras

Ouvindo aqui uma música do Keane que eu adooooro, parei numa frase que não é novidade pra mim, mas que me fez refletir um bocadinho. Diz ele, que quando nos apaixonamos, na verdade é por nós mesmos… Já tem um tempo que penso isso. Acho que nos apaixonamos por uma projeção que fazemos, no outro, dos nossos próprios valores e qualidades. Na idéia de que encontramos um ser semelhante. E nos dasapaixonamos quando a realidade da convivência nos mostra que aquela é outra pessoa, e não uma extensão de nós.

E até que ponto nós realmente conhecemos, ou ao menos queremos/tentamos faze-lo, quando escolhemos a pessoa pra dividir a vida? Quem nunca camuflou certas idéias e pensamentos, para não desagradar ou desencantar o ser amado? E até onde fazer isso é ‘certo’ ou ‘errado’? E aquela pessoa, está apaixonada por quem? Por quem somos de verdade ou pela idéia que ela faz de nós, baseado no que damos de material para que ela forme sua opinião? Cansei só de escrever, imagina analisar a fundo…

Com o passar do tempo, e o conhecimento de muitos casos, vou me tornando descrente. Cínica. Acho que hoje em dia todo mundo finge ser o que não é, vivem presos num baile de máscaras eterno, e o pior é que muitos acreditam na propaganda apresentada. Conheço casais aí (de perto e de longe) que são piores que muito filme de suspense. Se for averiguar, é quase uma troca de identidade. E o que mais me enfurece, é que quando eu demonstro que não concordo com o que vejo, fico de escrota na historia, como se eu que torcesse contra, um relacionamento que não é nada mais do que uma enorme rede de mentiras fabricadas.

Não vou posar aqui de santa. Claro que também já dei muita camuflada, mas tem um limite de bom senso. Ser uma pessoa com o namorado (a) e outra TOTALMENTE diferente na ‘rua’, é patético. Termina então! Se você acha que quem você ama não mais o fará se souber que você ainda tem certos defeitos, ou mostrar que tem novos, sinto informar que seu relacionamento tem os dias contados. Pode até custar uns anos, porque tem gente por aí que sabe esconder muuuuuuito bem a verdade, ou até mesmo porque quem está sendo enganado não faz idéia do que se passa e não fica alerta pros sinais, ou então não está tão preocupado assim em saber e/ou lidar com a verdade… Mas uma coisa eu sei com toda a certeza do mundo: aproveite o seu carnaval ciente, TODA MÁSCARA UM DIA CÁI!

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Mad Woman

A locadora que tinha ao lado da minha antiga casa, Art Video vai fechar. Virar mais um prédio, dentre tantos que foram tomando o lugar das deliciosas casas, que tinham na minha rua… O dono, Gabriel, resolveu vender parte de seu acervo, e nessa história resolvi adquirir uma que eu sempre tive curiosidade de assistir mas acabei nunca o fazendo: Mad Men.

A série é ambientada no universo da propaganda nos anos 50/60, o foco dela é um escritório de Publicidade dominado por homens (claro) onde as mulheres ficam no segundo plano, mais encarregadas de saciar a vontade sexual de seus patrões do que qualquer outra função que exerçam no trabalho. Nada muito diferente de hoje em dia, infelizmente, mas naquela época as coisas eram mais descaradas, de certa forma. Pelo menos é a impressão que tenho. Ainda estou no sexto episódio.

É um seriado paradão. Nada ‘de mais ‘ acontece ainda, e nem imagino que vá acontecer. O que me ‘pegou’ mesmo é o quesito comportamental, antropológico e social, retratado ali. Dom Draper, o personagem principal da trama, divide seu tempo entre drinks, cigarros (fico bêbada e sem fôlego só de assistir), mulheres, anúncios brilhantes e o papel de maridão provedor. Tem esposa e filhos em casa, o aguardando ansiosamente chegar do dia de ‘’trabalho’’. Tudo no seu devido lugar, como eu disse, não muito diferente dos tempos de hoje, infelizmente (mais uma vez).

Uma  das minhas cenas preferidas até agora, foi quando Peggy, uma secretária novata que vai pra cama no dia da despedida de solteiro de um dos publicitários mais importantes da firma, com o mesmo, dá de cara com a respectiva esposa e nem sequer é apresentada. A conversa entre as partes (Draper, ela e o casal recém casado) segue como se ela nem existisse ali, fosse um objeto ou até mesmo negra (porque sim, os negros retratados na série apenas exercem suas funções e nunca, ninguém, os dirige a palavra). Peggy sai discretamente e vai para o banheiro chorar. Ela, que até então, não compreendia por que sempre tinha alguma outra colega de profissão aos prantos no toalete.

Daí chego no ponto que queria, me desculpem a enrolação. Esse texto vai ser maiorzinho do que de costume. A gente vive pensando que houve uma revolução sexual, que mudou muita coisa, e toda essa baboseira que venderam pra nós, mas como diz um texto anônimo desses que caem no nosso e-mail vez em quando, a única diferença que vejo, é que continuamos sendo tratadas da mesma forma, só que agora, ao invés de ‘’só’’ cuidar da casa, ainda somos obrigadas a trabalhar, e muito. Nos desdobramos pra agradar uma homaiada que sequer enxerga o valor que temos ou o esforço que fazemos para que tudo funcione direitinho. Como se tudo não passasse de nossa obrigação mesmo…

Volta e meia consolo alguma amiga ou as vezes mulheres que nem conheço, no banheiro da Cinco. Sempre tem uma chorando. Ontem consolei, e pásmen, depois foi a minha vez de chorar também. Momento Peggy na balada. EU TAMBÉM FAÇO PARTE DISSO. Eu também me deixo enganar por idiotas que vendem um peixe pra mim, e outro pro mercado. Eu também faço parte desse nicho de mulheres, que os homens rodeiam e tentam levar na lábia, mas é da ‘porta’ pra dentro, sob o lençol seguro e prático que é a internet hoje em dia. Eles nos mantém ali por perto, controladas e conquistadas no teclar de alguns botões, mas quando a parada vai à público, não hesitam em nos deixar no banco de reserva e ir atrás de possíveis novas titulares. E a gente aceita… Finge que não saca isso. Na verdade, muitas realmente não sacam, e não sei quem é mais digno de dó: as conscientes ou as ingênuas…

Mas quando são questionados em relação a esses comportamentos, jogam sempre a culpa em nós. A mulherada é que está descontrolada. Dando piti à toa. “Eu não tenho mais nada com ela não’’… Como se só porque não beijam ou transam (ou as vezes fazem isso, mas é esporadicamente e depende da necessidade DELES), não fossem responsáveis pelas sementinhas que plantam no nosso imaginário. Pois sim, ELES PLANTAM! Hoje em dia os acho mais ‘fazendeiros’ de inverdades do que equilibristas de pratos (http://abonitonaencalhada.blogspot.com/2008/09/teoria-dos-pratinhos.html). E as loucas aqui consentem… Mas o tempo de Mad Woman acabou, pelo menos pra mim. Perceber certas verdades dói demais, e é mais por isso que chorei, mas é melhor uma verdade doída do que uma mentira anestesiada…

Por enquanto der…

 

Tento sempre me lembrar dos amores passados, aqueles dos quais a gente achava nas respectivas épocas, nunca iríamos sarar e deixar pra trás. Tenho achado a recuperação dos términos bem parecida com a das ressacas: quanto mais velha fico, mais doído e custoso é o processo. E assim como as bebedeiras ‘brabas’, sempre juro que não faço nunca mais. É vero que demoro mais que antes, para me arriscar novamente, mas não tem jeito: acabo fazendo…

Mas é isso mesmo, infelizmente. Gostar dói. Pelo menos pra mim. Até mesmo quando as coisas vão bem, tenho mania de sofrer por antecipação, pois considero um processo finito. Não acredito no ‘felizes para sempre’. Não nos tempos de hoje, em que (quase) todo mundo se recusa a trabalhar a tolerância alheia. Buscamos quem nos aceite ciente das qualidades E defeitos, mas só queremos lidar com a parte boa do outro, nunca com a ruim. Aos primeiros sinais de dificuldade, abandonamos o barco com aquele discursinho covarde de que não queremos vê-lo afundar.

Acho que  ainda acredito que amar faz valer qualquer esforço. Mas tenho achado isso sozinha, e aí, não há namoro que dure, quando essa percepção vem de um lado só. Porque até pra mim, há um limite né? De até onde consigo tirar água da embarcação sem ajuda. Mas eu, assim como todas as outras pessoas que ainda acreditam que o barco não vá de vias, afundar, ainda acho que vou encontrar um COMPANHEIRO, que vai DIVIDIR e COMPARTILHAR. Tolerante e sensato como eu sei que sou capaz de ser. E seremos felicíssimos. Talvez e bem provável, que não ‘’para sempre’’, mas eu me contento com o ‘’por enquanto der’’…

 

Eu já aprendi!!! E vc?

°Se o namo olha pra outra moça bunita na rua, não quer dizer que ele não te ama ou não te acha bunita também…

°Aponte as que você também achar (porque SIM, a gente também olha, e se bobear, ate mais que eles), vai ser bem mais gostoso do que dar pitizinho…

°Seu namorado querer sair ‘’só’’  com os amigos é normal, dê espaço!!!!

°Saia com as suas de vez em quando também. Namoro que te priva dos outros compromissos socias só dá numa coisa: loucura…

°Tem alguma piriguete rodeando seu bofe na balada? Então fica calada, agarre ele como se nada estivesse acontecendo e lasca um beijo na boca. Te garanto que surte mais efeito do que você brigar ou fazer ceninha.

°Ver pornografia é saudável e TODO homem faz, não adianta você horrorizar. Aprenda a ver junto ou se não te apetece de jeito nenhum mesmo, aceite que ele assista.

°O cara te chamou pra ver um filminho em casa? Ele quer te comer. E se você aceitou, é melhor você dar.

°Tá ficando pela primeira vez e o clima ferveu? Se você está sarrando, não me venha pagar de puritana amarrada não: se rolou uma bulinada, DÊ também. Nada pior do que mina que faz tudo menos dar, porque fala que transar de primeira queima filme.

°Se você for fuçar MSN, celular, e-mail, Facebook, etc… Prepare-se: VOCÊ VAI ACHAR ALGUMA COISA QUE NÃO VAI GOSTAR! Não interessa se com razão (na maioria dos casos a gente tem mesmo) ou não, vai ter alguma coisa comprometedora e/ou duvidosa.

°Ele tá te contando algum caso e fala de uma ‘’amiga’’, mas sem falar nome. Pode saber: é ex peguete ou qualquer bagaça do tipo. Quando é amiga de verdade eles usam o nome e quase sempre a gente conhece as que são dignas mesmo…

°Tem alguma janela piscando no MSN que ele não abre na sua frente de jeito nenhum??? DESCONFIE. PESADO!

°FICAR DUAS OU TRES VEZES NÃO É COMPROMISSO!

°Discutir relação já é um SACO com quem você namora, não amole peguete, ficante, rolinho… Se o cara GOSTA de você, ele vai te pedir em namoro. Se não pediu, é porque vocês só estão ficando mesmo… E para de insistir na DRI (discutir relação inexistente).

°Homem que fala de ex tem pendência, se liga!!!!

°E pelamorrrrrrr também: não fale do seu com ninguém que você pretenda beijar.

ºVocê ligou pro carinha que voce ta ficando ou pro namorado, ele não atendeu. Espere até ele retornar. Não ligue mais de uma vez, a não ser que seja algo realmente urgente. E mesmo se ele só aparecer no dia seguinte, não dê piti! Ninguém é obrigado a estar à disposição 24h por dia, e ele não é um cafajeste só porque demorou ou sumiu de um dia pro outro (alguns até são, mas tem muita chata por aí que cria caso a toa na maioria das vezes).

ºSe voces ficaram uma ou duas vezes e o cara sumiu, é normal. Não rolou… Não vai sair falando mal ou xingando ele pro mundo, só porque ele não ficou afim. Ninguém é obrigado a se apaixonar por nós. E nem a gente por eles…

ºAlguém veio fazer fofoquinha com você sobre um paquera/ficante/namorado(a)?? CONSIDERE A FONTE antes de acreditar ou não, porque na grande maioria das vezes, a informação não é tão digna quanto parece. A inveja e o recalque comem soltos em Pequenópolis…