Ressaca pós término

A ressaca pós término tá passando, ufa! Foram meses penando na amargura do ‘’nunca mais vou amar assim’’… Curioso é que não foi a primeira vez que senti isso, mas a gente sempre cái na armadilha de achar que dessa vez é de verdade. Não tem jeito: terminou, tem que cortar o contato. Se quiser recuperar e deixar o coração sarar. Esse papo de continuar amigos não existe, a não ser que o sentimento realmente não exista mais de nenhuma das duas partes. Mas se existe, em uma só que for, ‘amizade’ não vai rolar. Ficar de conversinha, dando e recebendo notícia do que faz ou onde vai, é coisa de gente com pendência ou sem coragem de admitir que não dá mais conta de namorar mas ainda quer ficar perto. Aqui não, xexênia!!!

Junto com a ressaquinha pós término, cheguei à conclusão que existe a fase dálit também: a gente fica intocável por um tempo. Como se não merecesse atenção. Não se esforça para recebê-la. Talvez seja auto boicote de quem lá no fundo ainda vive esperando o telefone tocar e um ‘’tô com saudade’’ ser dito lá do outro lado da linha. Ou talvez seja uma bobeira de quem ainda gosta(va) tentar se guardar pro caso do outro perceber a burrada que fez. Não importa. Durante uns meses (no meu caso foram quase 10, o que eu já acho demais) você se recolhe. Tá na rua mas não olha pro lado. Vai pra pista mas não dança no meio. Acha um cara gato mas não tem coragem de encarar. Dálit!!!

Chega uma hora que o ego precisa de massagem e a gente cansa da rejeição, mesmo que essa seja velada, silenciosa e distante. E se sente pronto pra passar por todo o processo de novo. Até eu que adoro curtir uma deprê e uma dor de cotovelo, canso né? Afinal de contas, sou humana, sou mulher, sou um pouco ‘inha’ também: quero uma barriga pra deitar vendo filme, mais um prato à mesa na hora da janta, uma toalha a mais dependurada no meu box.

Nessa mudança de vida pela qual estou passando (falo mais em mudança por estar morando sozinha do que pelo término em si ok?), ando refletindo muito sobre a solidão. Já falei e reafirmo, que ela é necessária. Não é o caso de ficar falando que a gente TEM que ser sozinho e não precisar nunca de ninguém. A parada é CONSEGUIR estar e se bastar assim, enquanto a companhia não vem. Precisamos aprender que estar sozinho não é nenhum bicho de sete cabeças e muito menos assinar atestado de loser. Conheço casais que perdem pra minha singularidade bonito! A solidão não me desespera,  só tem me cansado… Viver essa vida à dois, sozinha…

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2 Respostas para “Ressaca pós término

  1. Estar sozinho é o melhor momento para enxergarmos quem realmente somos. Estar sozinho não é sinônimo de solidão. Solidão é sinônimo de vazio, e uma pessoa sozinha não necessariamente está vazia. Pelo contrário, pode estar tão cheia, que necessite ficar sozinha para poder refletir do que realmente é necessário para viver.
    Às vezes o estar sozinho vai te fazer muito mais feliz do que a presença de alguém ao seu lado. Isso depende único e exclusivamente de você! O EU precisa algumas vezes ser massageado para se sentir melhor. Isso não faz mal…

    Aproveite!
    Beijo.

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