Vodka X Vinho

A idade não tem me deixado mais brincar com destilado não. Os 30 não permitem… Bons tempos (ou não né? Kkk) em que eu saía, misturava bebidas, podia me jogar na tequila, e acordava pronta pra próxima após um gatorade e um banho. Uma amiga uma vez me falou, que com o tempo, a gente para de ter ressaca, e passa a ficar doente. Não sei de onde saiu esse jargão, mas já virou dito popular entre os ‘’meus’’.

Hoje em dia, eu só consigo não morrer no dia seguinte quando bebo um espumante ou vinho. Mas já aprendi as devidas precauções também, que antes eram dispensáveis: não beber de estômago vazio, intercalar as taças com muita água e se possível, comer algo antes de dormir também. Não tem jeito: qualquer saída desse plano, quer dizer 2 dias de cama. Ou seja: bye bye José Cuervo! Vou guardar na memória nossas noites de muitas doses em cima do balcão do Deputa, rs…

Decidi terminar meu relacionamento com a vodka, deixar pra ter umas recaídas esporádicas com o whisky, e tentar firmar um compromisso com o vinho. Daí outro dia, deitada aqui na cama, ‘’doente’’, comecei a fazer um paralelo dessa mudança na minha vida. Cheguei à conclusão que essa parada de ficar enchendo a cara de destilado é coisa de gente inconseqüente. É o famoso dar PT (perda total) na balada. Você já começa a beber com o intuito de ficar ‘ruim’. O resultado são cenas desagradáveis (em particular ou em público mesmo), muita passada de mal, ressaca forte no dia seguinte. Sem falar em certas conseqüências morais pelas quais a gente não passa quando se está sóbrio. Posso afirmar com toda a firmeza do mundo, que se não fosse a vodka ou o Jack, eu não teria beijado e muito menos transado, com 70% dos caras que já fiz. A gente confunde o Open Bar com amor livre né? #preguiça

Daí agora que to nessa segunda tentativa de morar sozinha, tenho reunido uns amigos pra beber vinho e beliscar uns queijinhos e saladinhas, à volta da mesinha redonda com banquinhos. Não sei até que ponto o fato de já ter vivido muitos (melhores) anos na night belo horizontina tem culpa nesse cartório, mas a verdade é que ficar em casa cozinhando mesmo que for só pra mim mesma, tem sido muito mais gostoso do que sair. O que me salva é ter que ir tocar, daí acabo emendando os programas e evitado a reclusão total. Mas é isso: salvo poucas exceções, acho que ninguém em sã consciência para pra ficar bebendo vodka (com ou sem energético) por beber. Isso é drink de beber em pé. E eu tenho amado os de beber sentada… De preferência com companhias que você escolhe e convida, e não com paraquedista de pixta (ou de cama. Hahahaha)…

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