As ”damas” e os vagabundos

To cansada dessa guerrinha dos sexos em rede social. É mulher alfinetando homem e homem alfinetando mulher. Todo mundo insatisfeito sem olhar pro próprio umbigo antes de reclamar. Eu costumo xingar ambos (rs). Mas sinceramente, acho que a culpa, se é que há isso de culpa mesmo existir, é mais das fêmeas. Vou me explicar.

Homem sempre foi desse jeito. ‘’Desde os primórdios até hoje em dia’’. Não mudou nada. A não ser a quantidade de biscat que eles tem pra escolher e a facilidade com que levam as que eles querem na lábia. Tenho pra mim que as mulheres é que estão descontroladas mesmo. Como eu postei outro dia: não estão sabendo lidar com a tal liberdade sexual, confundindo com libertinagem demais. Conquistamos um poder com o qual não sabemos lidar. Hoje em dia, seduzir é abrir as pernas. Fico enojada.

Não sou santa muito menos virgem. Já tive minha fase ‘’perdida’’ e falo com toda a propriedade do mundo: não me levou à lugar nenhum, se não à rua da amargura e do arrependimento. Já fui de bandeja pra muito cara que hoje em dia não falo nem ‘’bom dia’’ se precisar. Mas graças a Deus, foi uma fase, de pouca idade, pouca maturidade e muita baixa estima. O que passa longe de ser o caso hoje. Enfim…

Fico vendo a mulherada se objetificando voluntariamente por aí, no trabalho, na balada, na televisão, nas redes sociais… E reclamando que homem é que não presta. Me poupem! Se seu único intuito é dar, vai reclamar de quem só quer comer? E mesmo as que não ‘’só querem dar’’, acabam dando porque acham que esse seja o único caminho. Aqui não xexênia! Prefiro a teia de aranha, subir pelas paredes, arranhar azulejo c’as unhas…

Não sou a favor de joguinhos e manipulações. Muito pelo contrário, prego que devemos fazer o que sentimos vontade sem se preocupar com julgamento de terceiros retrógados e hipócritas, mas acho que você tem que ser liberal se você QUER se libertar, e não porque você não sabe conquistar sendo pudica. Cada vez mais penso que a ordem natural seria invertermos o processo e voltar às antigas. Sexo, só com compromisso. Tô cansada disso tudo…

Cansada de ouvir todas falando que BH é um lixo. Vocês que não sabem fazer a coleta seletiva. Cansada de amigas falando que ‘’o canal é ir pra São Paulo’’ e se contentarem em ser pratinho caipira pros da terra da garoa saciarem a fome quando lhes convir.  Conheço altas que falam que paulista que é bom porque são educados. Dá vontade de perguntar se eles pedem ”com licença por favor?” antes de meter a rola, com o perdão do palavreado chulo… Ou se abrem a porta do taxi depois que comem e vão dispensar. Porque no final das contas, é putaria igual com os daqui, a sorte delas é que como é em outro estado (quase) ninguém fica sabendo.

Eu sei que o canil tá cheio (http://www.deixapraquemsabe.org/2010/04/trinta-anos-trezentos-erros.html), mas por favor: vagabundos eles sempre foram … Quem não está fazendo esforço pra serem damas são vocês. Sem mais…

De autor(a) desconhecido…

“Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.”