Ban(di)dagem…

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Não vou nem entrar no mérito dos caras comprometidos que ficam rendendo banho Maria via inbox ou whatsapp com as mina. Hoje eu vou reclamar de uma outra coisa. Tenho ficado meio chocada com a quantidade de caras que tentam levar os chats pro lado da putaria. Mas o que me assusta mais, muito mais, é pensar que se eles tentam é porque deve ter muita ‘’menina’’ por aí cedendo fácil. Gente, que isso?

A que papeis as mulheres estão se prestando? E com que finalidade? Porque ok, eu entendo e sinceramente, apoio e incentivo uma conversinha safada, SE você já tem algum lance legal em desenvolvimento com o cara. Mas essa parte de trocar foto ou mensagem pornográfica com gente que você nunca sentiu na pele pra ver se dá liga, ou ao menos tem algum encontro de verdade marcado pra resolver a pendência… É pra que??

De duas uma, e as duas possibilidades que consigo pensar me deixam mais desanimada ainda. Ou é pra reafirmar uma auto estima inexistente e da maneira mais errada do mundo) ou é pra tentar fisgar algum alvo em potencial apelando pro lado sexual/virtual da coisa. Como se sair extremamente mal e pouco vestida não estivesse bastando.

Nostalgia is Denial

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Muito bom perceber que o tempo andou e que você evoluiu com ele… Sempre me considerei uma nostálgica de alma e coração. Sempre lembrando do passado e me lamentando pelas coisas e pessoas que ficaram para trás… Até que 2012 chegou e me jogou na cara, finalmente, a minha maturidade. Eu não tenho mais saudade de passado nenhum. Pelo contrario, consigo hoje perceber a importância e função de tudo o que aconteceu nele, mas não sinto aquela vontade de reviver nada e quase ninguém.

Foi difícil, mas me libertei da mania de querer adiar meu processo de crescimento. Não enxergo em mim a menina que tanto insisti em ver. Não quero pra mim toda aquele série de repetições que não te deixam mudar e crescer. Agora me percebo mulher e quero viver tudo que essa percepção puder me trazer. Ano passado eu pus margem no rio que a minha vida toda correu largo e solto esparramado por aí. Pois bem, esse ano eu tomo as rédeas de uma carruagem que sempre foi na direção que os cavalos queriam. Agora quem manda no caminho sou eu!

Num filme do Woody Allen tem uma citação que mexeu muito comigo quando vi: ‘’nostalgia is denial of the painfull present’’. Só que o meu presente não dói mais. Eu gosto do meu ‘hoje’. Gosto de quem vejo quando olho pra dentro, mesmo que eu não esteja completa ainda. Sei que tem muita coisa pra acontecer, pra eu aprender, ser e viver. Mas gosto de mim agora. Gosto de quem faz parte da minha vida mesmo que o circulo se feche cada vez mais a cada ano que passa. Quem tem que ficar, fica!
E sei que as minhas feridas não estão totalmente cicatrizadas, mas fecham mais rápido quando você resolve parar de tirar casquinha né?

Caixa Postal…

Tenho que comprar um toca disco logo.
Começar uma coleção de vinis.
Assistir menos televisão e conseguir terminar de ler meus livros.
Escrever mais textos. Fazer um diário…
Ouvir menos porcaria e ver coisas menos repetitivas.
Continuar bebendo vinhos  e esquecendo que a vodca existe.
Comprar mais chás e cafés.
Voltar a assar bolos.

Quero parar de cutucar as feridas emocionais
e finalmente deixa-las cicatrizarem.
Esquecer  quem fez doer pra esperar quem fará sorrir.
Preciso amar mais e reclamar menos.
Passar mais tempo, com menos gente.
E fazer mais tatuagens…
Desligar o celular algumas horas por dia como fiz hoje.
E escrever o rascunho mais vezes à mão.

Preciso de mais cadernos e menos wi-fi!