Ban(di)dagem…

25-reflita-n-aprendem-g-08102012

Não vou nem entrar no mérito dos caras comprometidos que ficam rendendo banho Maria via inbox ou whatsapp com as mina. Hoje eu vou reclamar de uma outra coisa. Tenho ficado meio chocada com a quantidade de caras que tentam levar os chats pro lado da putaria. Mas o que me assusta mais, muito mais, é pensar que se eles tentam é porque deve ter muita ‘’menina’’ por aí cedendo fácil. Gente, que isso?

A que papeis as mulheres estão se prestando? E com que finalidade? Porque ok, eu entendo e sinceramente, apoio e incentivo uma conversinha safada, SE você já tem algum lance legal em desenvolvimento com o cara. Mas essa parte de trocar foto ou mensagem pornográfica com gente que você nunca sentiu na pele pra ver se dá liga, ou ao menos tem algum encontro de verdade marcado pra resolver a pendência… É pra que??

De duas uma, e as duas possibilidades que consigo pensar me deixam mais desanimada ainda. Ou é pra reafirmar uma auto estima inexistente e da maneira mais errada do mundo) ou é pra tentar fisgar algum alvo em potencial apelando pro lado sexual/virtual da coisa. Como se sair extremamente mal e pouco vestida não estivesse bastando.

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9 Respostas para “Ban(di)dagem…

  1. Acho seu comentário extremamente ingênuo, ultrapassado e (por que não?) machista… A mulher tem o direito de fazer com o corpo dela o que ela quiser. Seja ir para a praia de biquini, usar burca ou mandar foto pelada pro cara que ela tá conversando pela internet. E quem disse que essas “meninas” estão “caindo” como você afirma? Você acha mesmo que essas garotas são tão ingênuas assim, que caem na lábia dos lobos maus de plantão na internet? Acho que ingênua mesmo, nesse caso, é você!

  2. Sério mesmo Felipe?! São pessoas como você que dão brecha e ainda incentivam esse tipo de comportamento deplorável que a Sininho citou. Ela não quis dizer que as “meninas” que mandam essas fotos e se vestem de tal maneira são ingenuas, muito antes o contrário. Elas sabem direitinho o que estão fazendo, e essa é justamente a parte triste da história. E não me venha com esse papinho feminista de que as mulheres podem fazer com o corpo delas o que quiserem, porque não cola mais. Sim, sutiãs foram queimados e hoje a mulher é tão independente quanto o homem. Mas a gente não vê muitos homens saindo por ai vestindo praticamente nada e ainda se prestando a certos papeis que você nunca desejaria para uma filha sua (ou mulher, que seja). Se as mulheres chegaram a este ponto hoje, é por causa de homens como você, que acham esse tipo de comportamento “normal”, mas que na mesa de bar, com seus amigos, enche a boca para chama-las de piranhas. Ou to errada?

    • Prezada Maysa,
      É óbvio que você está completamente errada. Você não me conhece. Por gentileza, não coloque palavras em minha boca. Nunca, jamais em minha vida, me referiria a uma mulher, quem quer que fosse, que tomasse qualquer atitude, de uma maneira vulgar, como você menciona. Mais uma vez, você não me conhece. Não é da minha índole ofender as pessoas. Mulheres ou homens. Elas tem o livre arbítrio para fazer o que quiserem, da maneira que acreditam que seja o melhor para si. Quem sou eu para julgar alguém? E independente de ingenuidade, o cada pessoa faz, é da conta exclusivamente dela. Ninguém, nem eu, nem você, nem a autora do blog, talvez só Deus (ou nem ele) tem direito de apontar o dedo para a atitude de ninguém. Homem ou mulher. Como você menciona: “Elas sabem direitinho o que estão fazendo, e essa é justamente a parte triste da história. ” Se elas sabem, deixe elas fazerem o que bem entendem! E sim! Também existem homens que andam semi nus pelas ruas (às vezes até em tardes frias como a de hoje aqui em São Paulo, como eu mesmo presenciei), exibindo mamilos, coxas, braços, barrigas… Ou ainda, quantos perfis masculinos no facebook não são utilizados para exibição quase obsessiva do corpo? Se você quiser posso te enviar alguns. E mais uma vez, o fato de você não me conhecer, e fazer pré-julgamentos a respeito de minha personalidade a fazem estar errada. Você afirma: ” São pessoas como você que dão brecha e ainda incentivam esse tipo de comportamento deplorável”. Agora eu pergunto: Que tipo de pessoa eu sou? São sou um lobo mau atrás de uma chapeuzinho vermelho para “comer”, como você deve ter imaginado. Sou um jovem, gay, que tem um relacionamento estável, e que já passei por muitas situações difíceis em minha vida, em que fui privado de muitas coisas por uma simples condição de minha personalidade. Um exemplo? Apesar de viver com meu companheiro desde 2006, a nós não era permitido o direito constitucional do casamento. Só nesse 2013 tivemos esse direito assegurado por lei. Ora, isso pode ajudar a entender o meu pensamento. Se tive sempre tanta coisa privada de mim, e isso sempre foi muito ruim, porque querer privar os outros de algos que elas queiram? Nem que sejam sair nas ruas de roupa curta ou ficar seminua em seus perfis de redes sociais? É um direito delas. E elas não ofendem ninguém agindo assim. Se as pessoas se preocupassem mais com suas próprias vidas, e menos em apontar o dedo para o que julga “errado” no próximo, o mundo seria muito menos intolerante.
      Abraço!

      • Felipe,

        Entendo perfeitamente o motivo de você dizer que cada um tem o direito de fazer com o corpo (ou, porque não? com a vida) o que quiser, e eu compartilho o pensamento. Mas, da ultima vez que chequei, se você sair pelado na Av. Paulista, vai ser preso. Ou seja, tudo tem limite. Ah, e muito obrigada, mas eu agradeço a sua oferta de compartilhar comigo perfis masculinos de homens se exibindo… Sei que eles existem em abundancia mas eu me ocupo com outras coisas no meu tempo livre. Eu entendo o seu pensamento, e sei que do seu ponto de vista, especialmente no contexto exposto acima por você, é mesmo muito importante o seu direito de agir como quiser, quando quiser e com quem quiser. Mas acho que você há de convir que, aqui e agora, não estamos falando de vida amorosa ou sexual, e sim de exposição e degradação do corpo e da imagem. Mas, novamente, o corpo que está sendo exposto e a imagem sendo degradada não são meus né, então que façam deles o que bem entenderem! Só estava exercendo meu “direito à opinião”. Desculpe se te ofendi, neste, ou no comentario anterior. Não foi a minha intenção.
        Att.

      • Não queria me alongar na conversa, mas ainda acredito que posso manifestar mais alguns pontos. É claro que tudo tem limite, afinal vivemos em sociedade, e o meu direito acaba quando começa o do meu próximo, correto? Mas não entendo seu argumento sobre a nudez em público. Ora, não costumo ver mulheres ou homens andando nus nas ruas. As exceções ficam a cargo de grupos específicos que tem formas de vida diferenciada, mas isso não vem ao caso. O que vejo, são homens sem camisa, mulheres de saias curtas, e tudo que é considerado “aceitável” pela sociedade. Tudo que extrapola esses limites, estão dentro da privacidade individual.
        E para finalizar, pode ficar tranquila, pois você não me ofendeu, nem nesse, nem em seu comentário anterior. Hoje aos 30 anos, já estou mais que calejado de lidar com os mais diversos tipos de preconceitos (ou pré-conceitos) como o que você dirigiu a mim. Para que me ofendam, realmente precisam ser bem agressivos ou violentos, coisa que de forma alguma você foi.
        E assim como você, também estava apenas exercendo meu direito de opinião.
        Abraço!

  3. A gente nasce pelado, não entendo até hoje qual o problema com o nu. Tem hora que penso que deveríamos ter continuado primórdios para podermos exercer mais o livro arbítrio e deixar essas imposições do sistema pra lá. Pode parecer ignorância minha, mas não vejo nada de errado nessa exposição. Mesmo pq até os animais se comportam de tal forma, fazem dancinha do acasalamento pra chamar atenção do outro. Acho que esse negócio de civilização descambou toda a nossa essência…

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