Conserte (se).

broken-heart

Nossos avós, pais e mães cresceram numa época em que tinham poucas desilusões amorosas. Porque a maioria deles casava e era ”feliz para sempre”. Não sei onde li, mas amei: num tempo quando o que estragava, a gente consertava, e não jogava fora – o que vale pra relacionamento também né?

Então era de se esperar que fôssemos menos burros. Porque nossa geração começa a desiludir cedo. E é uma sucessão incansável de desapontamento, (auto) enganação e decepção com o outro, quando deveria ser com nós mesmos. Já perdi a conta de quantas vezes me apaixonei enlouquecidamente, quis ”morrer” e achei que nunca mais fosse gostar de novo. E de novo, e de novo… E no entanto, seguimos repetindo todo mundo e tudo aquilo que já deu errado. E jogando a culpa em tudo menos no próprio umbigo.

Verdade que com o passar dos anos, a intensidade desse gostar diminui, e a gente nem quer mais ”morrer” quando um amor acaba ou nos abandona. Não sinto mais vontade nem de chorar. Não por isso… É mais um suspiro de ”Que pena… Gostaria que tivesse dado certo”. E volto a falar: se não deu, paciência. Aprenda, tente não repetir, olhe pra dentro. Saiba identificar as responsabilidades de ambas as partes e da próxima vez use isso a seu favor…